Ninguém me salvará à madrugada
Nem as capivaras
As lavadeiras em redemoinho
Sequer o rio
Ou os monstros no fundo do rio
Estranhamente tépido
E profundamente escuro.
Todos dormem
À lama escura ao fundo das aguas.
Seu leito de água e vento
Leva consigo lembranças
Feitas e a germinar
Mas, na escuridão da madrugada
Tudo se confunde em negro
Lama, leito, vento
E o morno, estranho morno das águas
Que entorpece a todos
Um comentário:
São lindos seus poemas
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