terça-feira, março 12, 2013

No final, somos só nós e nós mesmos.
Ao lado, a angustia, tão sempre desprezada
mas sempre ao lado, sempre presente.

Mas amanhã, mesmo assim, o Sol nascerá
E a angustia, fera sem pálpebras, esperará
o derradeiro momento da inércia do sono
para lembrar-lhe:

"Estou aqui, tenha um bom dia."

segunda-feira, março 04, 2013

Todas as auroras já não brilham mais
Tantas outras não brilham ainda.

domingo, março 03, 2013

Dancei ciranda na chuva
Chovia ciranda na nuca

domingo, fevereiro 17, 2013

Doce caligrafia

Ah se eu pudesse escrever o que eu sinto.
Seria escrito em uma língua diferente da que eu entendo.
Mas seriam letras lindas, palavras de doce pronuncia.

Em uma caligrafia fina e tremula,
escreveria palavras fortes.
Finas linhas e profundos sulcos no papel,
daqueles que sentimos ao passar os dedos.

Lindos floreios e borrões
espalhando a tinta por todo o papel,
formando desenhos inexprimíveis

Letras de mulher, com força masculina

Rasgos no papel, da afiada caneta esguia
O que será dessa carta.

O cheiro metálico da tinta é sentido por quem lê
Relembrando desgostosos acidentes do paladar à caneta

Se eu pudesse escrever o que eu sinto
Escreveria palavras indiscretas de leitura pesada
e dicção dificultosa.

Ah, se eu pudesse me escrever em papel molhado de pingos salgados e doces risos.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Fora de nós, tudo é palavra.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Feliz é a espuma, que flutua em bolhas cadentes no mar da imaginação.

domingo, dezembro 09, 2012

Oréade.


                Havia um homem que morava ao pé de uma montanha. Ele era só. Sempre viveu só. Curiosamente subia todas os dias aquela montanha de pedras escorregadias e pontiagudas.
                Além de sua vida absurdamente solitária. Chamava muito a atenção dos moradores, o estranho costume que ele tinha de subir, quase todos os dias, aquela montanha.
                Curiosos, os moradores escolheram uma pessoa para descobrir o estranho motivo que aquele velho tinha pra subir a montanha. Decidiram que no próximo dia, o escolhido iria seguir o velho até o topo, escondido e descobrir tudo.
                No outro dia, como de costume, o solitário velho se preparou para a íngreme subida. Não era fácil. Pedras afiadas e pontiagudas botavam a vida em risco. O curioso sumia escondido alguns metros atrás. Depois de um bom tempo, já com os joelhos e mãos machucados o velho chegou ao topo da montanha. Fechou os olhos sentindo as caricias do vento. Tomou folego e gritou para a cordilheira – Eu te amo.





Texto e ilustração: Cayo Cé.

segunda-feira, novembro 19, 2012

Quem ama, ama porque o amor transborda de si.
Não cabe em um só peito, até que acha outro que também transborda
então se enchem, se saciam e matam eternamente a sede sem fim.

Mas há os que amam porque lhes faltam amor. Cuidado.
E ela sofria enquanto cantava suas próprias dores.
E na música ela contava todas. Uma a uma. Um numero enorme.
Um numero incrível de musica e lagrimas.
O palco era a lista de seus sofrimentos.

domingo, novembro 18, 2012

Minha boca sangra malditas palavras não ditas
que trazem ao paladar o gosto metálico e exótico do arrependimento.

terça-feira, novembro 13, 2012

Cacofonias e repetições

Quero ver, quero ver tudo
ver além, além de tudo.
Quero cegar, cerrar meus olhos.

Quero sentir, sentir de tudo
tocar a alma, tocar o mundo.
Quero sarar, trocar a pele
a carne viva, a flor-da-pele.

Quero escutar, ouvir a alma.
Cortar os tímpanos, ouvir mais nada.

Quero falar, cantar o mundo.
Quero calar, fechar a alma.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Saiba; eu posso ter alergia ao remédio que lhe tira a dor de cabeça.

O que lhe cura, pode me envenenar.

segunda-feira, outubro 15, 2012



Queria ter virado uma pintura rupestre.
Ficado pintado lá nas paredes do Catimbau.
Correndo sem cabeça por seis mil anos.

Ou uma pedra. Vivendo inerte por milhões de eras.
Vez ou outra rolando pela ribanceira, clímax da vida.

Ou apenas virado uma brisa. Ajudar uma folha seca a chegar no chão e sumir.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Ter Sol nos olhos.
 Dói como qualquer dor, qualquer paixão ardente.
 Dói como raio arrebatador, como fuligem cósmica nos olhos.
Terçol na alma, nas suas janelas.

domingo, setembro 09, 2012

Sou negro de cor, europeu de odor e índio de terra.
Todos cantem, todos cantam.
Sou dança, poeira e sangue.
Sou terra, suor-mar, sou rio.
Sou pedra de ouro, madeira de sangue e tambor de kalangu.
Sou terra e além mar.

Todo o céu que lhes guardem.
Todo canto que os assopre.
Toda vela que os leve, que os vele, que os vale.

Sou pai, filho e espirito santo. Amém.

quinta-feira, junho 28, 2012

Na mesmice do marasmo
sento na noite do não fazer
E nessa madrugada fria
espero amanhã ser

Conservo-me na nem inercia

domingo, maio 20, 2012

Um grande teste

                Era um dia decisivo. Depois de anos de treinamento um aprendiz iria ser testado pelo seu mestre. Foram anos de exercício árduo na mais especifica arte marcial. Um exímio lutador. Então seu mestre chegou trazendo um robusto bastão de bambu, uma das armas mais bem manejadas pelo aprendiz.

-Mandei colocar um grande tigre dentro daquele cômodo. – disse o mestre e enquanto entregava a arma, falou – Vá, quero ver se você é capaz.

                O jovem fez uma grande reverencia e seguiu indômito. Entrando numa grande sala, viu sentado no cato um grande tigre. Sim, bastante grande, mas velho. Era um tigre que já não era tão feroz. Também percebeu que suas garras estavam serradas. E suas duas principais presas, arrancadas.

-O que será isso – pensou o aprendiz – por que colocaram um tigre nesta situação?

                O tigre, mesmo velho, avançou com sua ferocidade selvagem pra cima do aprendiz. Desviando da primeira investida o aprendiz começou a colocar seus ensinamentos marciais em pratica. As investidas eram ininterruptas. Quanto mais ele batia, mais raiva sentia por terem colocado um tigre moribundo, que pra ele não oferecia perigo nenhum. O tigre não resistiu e morreu. Ainda com raiva, o aprendiz saiu da sala. Arrastava com certa dificuldade o pesado tigre. Soltou na frente do mestre e esperou os congratulações em reverencia. O mesmo simplesmente olhou para o tigre e comentou:

-Não achei que você seria capaz.

                Jamais se encontraram novamente.

quarta-feira, abril 11, 2012

Um alento de contato, entre os filhos dos olhos
Uma lente de contato, entre os cilhos alados

-O pêlo que guarnece a beira das pálpebras dos homens e dos macacos.
Cayo Cé

segunda-feira, março 05, 2012

Des[a]prender

                Dois gnomos liam bastante. Gloin lia um livro, colocava no chão de frente a estante e pegava outro. Quanto mais ele lia, mais aumentava a pilha de livros em que ele estava sentado. A estante de livro era altíssima, não faltavam títulos. Enquanto Gloin acumulava livros e já estava a 5m do chão, via que além dos muros do labirinto, havia um mundo. E cada vez que ele lia mais e ficava mais alto, mais o conhecia.

                Enquanto isso, Trufo lia um livro calmamente. Depois de ler, rasgava o livro em pedacinhos e jogava num cesto. Gloin, além de achar o ato do amigo um absurdo, achava o próprio amigo muito ignorante. A torre de livros de Gloin já passava os muros do labirinto e agora ele tinha que pescar os livros na prateleira La em baixo. E via o amigo burro lendo um livro, rasgando e jogando em um cesto.

                -Você é muito ignorante Trufo - gritava Gloin com um pequeno alto falante de latão - Não vai chegar a lugar nem um assim! Daqui posso ver as montanhas e acho que em pouco poderei ver o oceano. 

                Trufo já tinha rasgado uma quantidade incontável de livros. De lá de cima, com sua pequena luneta, Gloin o via jogar água e cola dentro da bacia empanturrada de papel picado. Gloin tinha lido um livro, riquíssimo, sobre reciclagem de papel e percebeu logo o que o amigo estava fazendo.

                -Você é mais burro do que eu imaginava Trufo - gritava Gloin, desesperado para ser ouvido - só tem eu e você nesse labirinto, você vai escrever pra quem rapaz? Daqui já consigo ver uma coisa azul, não sei ao certo se é um lago ou se já é o oceano, mas você está perdendo de conhecer as coisas jogando tudo fora assim!

                A pilha de livros de Gloin já chegava a quase tocar as nuvens. Bambeava um pouco, dava até medo. Mas Gloin se vangloriava de poder ver tanta coisa, observar tantos detalhes. Sim, estava um pouco chateado de não ter mais o amigo pra conversar, mas é por que ele ficou tão burro lá em baixo... Enjoou de olhar pra uma montanha e foi ver o que o amigo estava fazendo. De longe, viu Trufo ascendendo uma pequena chama.

                -Aquele louco agora ta queimando papel? - Se espantou Gloin, que quase se estabacou de cima da sua pilha de conhecimento. - Agora já passou dos limites da ignorância, a obtusidade de Trufo chegou ao seu limite extremo. É um caso de esquizofrenia paranoide aguda, sem duvida - Gloin tinha lido um livrinho sobre psicologia. - Trufo seu ignorante você agora ta queimando pap...

                Foi quando Gloin viu uma coisa que nunca tinha lido.

                Todo aquele papel virou algo que parecia uma lâmpada, um jarro de ponta cabeça ou uma gota que pingava pro céu. Era branquinho, branquinho. Aquele papel todo, cheio de palavras, com as informações mais preciosas, tinha se transformado em um lindo... como era mesmo o nome? Balão. Trufo subia em uma velocidade espantosa, um foguinho na boca do balão aquecia o ar e, como Gloin tinha lido, o ar quente era tão mais leve, mais solto, desprendido. Ele que tinha aprendido tanto...


                Em poucos segundos o balão se igualou à Gloin e Trufo disse.
                -Adeus amigo, agora vou conhecer o mundo.”

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Ode a puta (ou Odete, a puta.)

Eu que durmo de quarto em quarto
Sinto o peso das minhas excamas
Sinto o peso de suas exmolas
O brilho fosco de minhas exquinas
Os rasgos molhados dos meus vestidos
                                                            [trocados de noite em noite]
Sinto os fidalgos perdidos jogados de sanidade vã
Que se esvaem de mim como sêmen
Como são, como não são, como não sou. Como não sã
Iansã que me toma no leito e me acalenta o peito, mordido
Santa Barbara que me aquece o ouvido
Me lembra que de meu peito não sobrou nem o hímen.

Odete Gomes

terça-feira, janeiro 10, 2012

Sabe quando você se mergulha
Quando você se bebe
Quando se derrama
Quando é choro e quando é onda
Sabe quando se é liquido a escorrer pela esquina,
pela escada
Pelo fim, pelo meio, pelo fio
Sabe quando é vapor, fumaça de gelo
Sabe água?
Sabe fluido morno que dá vida
Sabe sopa, sabe mar?
Sabe quando seca
Sabe quando sede, quando cai em cachoeira?
Sobe nuvem? Desce chuva.
Sabe água?

Seja litros.

domingo, janeiro 08, 2012

Dei um tiro no meu pé
No grito, comecei a filosofar.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Cefaleia

Cefaleia é o nome de uma cidade imaginaria.
Uma cidade em guerra civil.

Ah, Cefaleia dos guerreiros doidos, das noites em claro.
Cefaleia dos amores perdidos, das esperanças esvaídas.
Nas tuas ruas, dor. Nas tuas casas fogo.
Cefaleia dos guerreiros sem cansaço.
Procura paz e muda teu nome.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Canto #1

Oh, teu peito madrigal, ópera do meu desassossego
Cantei desesperanças à solidão
Mas me vieste tu. Não a flor no deserto, entre rochas proféticas
Mas um jardim no olho da floresta ardente entre arvores maestrais
És o jardim, a floresta e o canto majestoso dos pássaros
É cheiro, cor, Cassandra, colírio, dor, prestigio e desassossego
Pressão real da pulsação do meu peito
És real e denso como a carne que evita, diariamente, ser devorada pelos dentes diurnos, soturnos e idolatrados do cotidiano esfumaçado, pedregoso e asfaltado, mas que no fim da noite reina absoluta e imponente na junção dos corpos suados e insatisfeitos de paixão e luxuria.

terça-feira, agosto 16, 2011

Eu me perco na inércia do desapego.
não no sentido de não me achar,
mas no sentido de não me empregar

não me arranhar.

quinta-feira, abril 14, 2011

Então corremos juntos na chuva.
Ninguem sabia o que era choro, o que era chuva.
Ninguem sabia o que era felicidade, o que era tristeza.

quinta-feira, abril 07, 2011

Layla.

O céu estava lá, eu vi. Só não via sentido. O mar estava lá, eu vi. Só não via sentido. O vento estava lá, eu senti. Só não via sentido. As flores estavam lá e não murcharam, eu vi. Só não via sentido. O sol estava lindo, brilhava, eu vi. Só não via sentido. O sangue escorria rubro, eu vi. Só não via sentido. Todos corriam, sem sentido mesmo. Ela estava no meu colo, como sempre. Só não tinha sentido. O buraco no peito ainda estava quente e minha mão o comprimia vã. Ela estava morta, como tudo um dia estará. Só não tinha sentido. Eu estava vivo, eu sabia. Só não tinha sentido.
Kampf Rugdz

quarta-feira, março 16, 2011

Esse Crepúsculo me veio e trouxe de presente uma paleta de cores.
Com ela pintei um poema.
E guardei pra mim.
Cayoce

domingo, fevereiro 20, 2011

Gaveta

Abri uma gaveta e senti o seu cheiro
Fechei com força e tranquei com duas voltas.
Lá ficou minha insulina, minha aspirina, meu remédio de pressão
Ficaram o controle da tv, a chave de casa e dois livros
Minha bombinha de asma e o nebulizador
Tranquei a chave da dispensa e o jogo de xadrez

Então, quando percebi, dentro da gaveta estava minha casa
À duas trancas estavam meus sapatos, a gravata e o violão
Cerrado entre as madeiras, meus amigos e duas ruas
Todas as lojas e supermercados
Todos os parques e uma floresta
A casa de campo e meu vizinho

Quando me atinei, a minha volta não tinha nada
Só quatro paredes, um chão e o teto.
Todos de madeira, revestidos com teu cheiro.
César Gomes

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Mas é preciso paixão. Paixões arrebatadoras, saraivadas.
Das que se confundem com volúpia, pura luxúria, mas que não o é.

Não tema.

Mas é necessário paixões. Das que dilaceram em prazer, a alma e o corpo.
Das que se confundem com amor, sublime dedicação, mas que não o é.

Paixões. Não tema.
César Gomes

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

No dia que não quis chorar, chorei pra dentro.
E essa lagrima - veneno - corrompe minhas entranhas até hoje.

César Gomes

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

O Ovo e o Ego

Nas entranhas do seu ser existe um objeto guardado. O mais bem guardado de todos os seus objetos. Está ao centro do maior cômodo, em cima de um mosaico, infinitamente belo e helicoidal, feito no chão por lascas de tons vermelhos. É de um tamanho particularmente grande, chega quase ao teto, que é realmente distante do chão. Equilibra-se em um pedestal de triplo pé, onde os pés de metal acabam em uma forma arredondada. É absolutamente homogêneo, imponente sobre o tripé, não se vê uma imperfeição na sua superfície. É como um ovo. Um ovo dourado, grandioso e radiante e absolutamente polido. Nele é guardado o seu EGO mais puro, dentro dele. E a casca é o seu orgulho, dourado. E cada apreço que lhes tem, cada amor que lhe oferecem é guardado em um pote, numa prateleira ali perto e é com eles que você poli seu objeto sagrado. Não abres mão de nem um amor, nem uma paixão repentina, nem um apreço espontâneo e passageiro, muito pelo contrario. Você seduz, induz, enfeitiça mais ainda, pra produzir e armazenar mais um frasco na sua prateleira de troféus.
                Quando um desses frascos cansa e percebe que é só mais um. Quando ele vê que nada mais é que um polidor do seu orgulho e vaidade, ele se rebela. E tenta alcançar seu EGO. E o único modo que ele tem de aparecer... de se destacar... o único meio que você deixou ele chegar perto de você... é no seu orgulho, na sua vaidade. E com um grão de areia de esperança arranha seu orgulho. Esse frasco é jogado pra longe... pro canto do salão. E se sente mal e culpado... arranhou uma coisa linda. E assim vão-se todos os frascos. Uns são quase infinitos... outros são esquecidos e evaporam. São poucos os que simplesmente dão as costas e vão embora.

Hoje eu descobri que teu dourado não é ouro e que teu ego é solitário.

Recife, 22 de agosto de 2008
Cayo Cé.

O Homem do Jornal

E depois que fiquei adulto sempre que choro, pode ser o maior dos prantos, mas sempre que choro, uma parte de mim, como um outro, simplesmente não se abala. Enquanto o resto se deságua em lagrimas, essa parte senta numa poltrona de dentro da minha cabeça e lê seu jornal tranqüilo. Vez ou outra ele abaixa o jornal e questiona - Para que esse chororô todo? Vai se olha no espelho! Você realmente está tão triste assim? Essa vontade de se olhar no espelho, de onde vem? A faça-me o favor, vá lavar o rosto e parar com essa palhaçada. – Mas todo o resto se ofende tanto com o Homem do Jornal que viram-se todos de costas e voltam às suas tristezas. É nessa hora que o Homem do Jornal lê uma tirinha engraçada e ri alto. – Acabei recordando uma coisa engraçada, vocês lembram quando – Cale a boca! – Respondem todos em coro – Não sabe respeitar uma dor? Precisamos sofrer! E é quando todos os outros começam a cessar seus choros, que o Homem do Jornal olha por cima dos óculos, dobra o jornal, se levanta, coloca o jornal dobrado bem rente às axilas e vai andando em direção a porta. Estou esperando vocês lá fora, me avisem quando essa palhaçada acabar.
De todos da minha cabeça, sei o nome da maioria. Mas até hoje, não sei o nome do Homem do Jornal e não me sinto a vontade para perguntá-lo.
César Gomes

quinta-feira, outubro 07, 2010

Duvida não me é mais inquilina.
Confusão já não me habita.
Hoje isto é a própria carne, osso e alma do que sou.


Mas não estou tão certo disto.
César Gomes

02:40am

Sim, me sobra tempo
Escoa pelos meus dedos
Transborda pelas paredes
Se derrama pelo meu peito
Tanto que me afogo nas horas, me perco nos minutos.

Sufoco a cada segundo

Mas enquanto isto, não tenho uma gota de tempo.
Estou no mar de horas, sem um pingo doce de tempo.
César Gomes

quarta-feira, agosto 11, 2010

Amor

Me falta sentido, me falta senso,
me falta laço, me falta lenço.

Me falta sabor, me falta cheiro.
Me faltam oito peões e um tabuleiro.

Não tenho cama, não tenho berço,
Não tenho terço, não tenho fama.
Não tenho força, não tenho peso,
Não tenho louça, não tenho geso.

Me falta cor, me faltam listras,
Me falta medo, me faltam pistas.

Me falta o riso, me falta pressa,
Me falta o palco me falta a peça.

Cayo Cé

segunda-feira, agosto 09, 2010

Meus cílios, em nuvem,
Chovem até o queixo.
E regada, minha barba cresce sem pressa.

Na paisagem do meu rosto não se vê alegria.
César Gomes

domingo, agosto 08, 2010

Cada cada.

Não convém falar que amei cada momento, cada beijo, cada suspiro, cada olhar, cada gracejo, cada passo, cada dança, cada beijo. Cada cara, cada parada, cada sorriso, cada brincadeira, cada mensagem, cada riso, cada palavra. Cada cada, cada escada, cada um, cada momento, cada cocada, cada beijo. Cada olhar, cada mão, cada beijo. Cada caricia, cada carinho, cada caricia, cada carinho, cada beijo. Cada cama, cada sacola, cada mão, cada dedo. Cada cílio, cada mancada, cada piso, cada sacada. Cada apartamento, cada som, cada pisada, cada olho, cada momento. Cada visão, cada beijo, cada um de cada beijo.

Não convém falar de cada coisa que amei.
Basta apenas dizer que amei.

César Gomes

segunda-feira, abril 26, 2010







Sim, sou culpado... Fui cupido. Com asinha e tudo
em carrara esculpido.

terça-feira, abril 20, 2010

in|verso

Não conheces meu cheiro
Não conheces meu medo, minha graça
Ou minhas vontades e anseios
Não conheces meus sussurros nem meus gritos

Meu cheiro! ... tu não conheces.

Minhas verdades e meus segredos
Minhas definições das coisas alheias
Nem minha raiva ou minha alegria
Não conheces meus momentos felizes nem tristes

Não fazes parte das minhas piadas, nem me faz rir
Não sou teu amigo, nem sou teu namorado

Sou um mero conhecido

Conhecido? eu nem te conheço
sou apenas um mero acaso.

quarta-feira, abril 14, 2010

É tão confortavel quando os problemas cabem em 140 caracteres, no perfil do orkut ou no blog. Mas isso não são os problemas, são apenas palavras.

Mas relembrando Chico, é melhor sofrer em 140 caracteres do que sofrer calado.

E o problema não é a dor. Não dá pra tentar fugir ou resolve-la.
O problema é o que a causa.
Mas a causa não é vista como dor. É vista como beleza e prazer!

Mas que beleza de dor prazerosa da porra!

Cayo César.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

sexta-feira, setembro 04, 2009

A Ilusão é doce e venenosa
A Desilusão é amarga e saudavel
Tomei tudo num gole só

Ainda não deram nome pra esse gosto.

domingo, agosto 23, 2009

Teu tabu é o meu totem.
César Gomes

domingo, julho 26, 2009

Bárbaro Desejo de Felicidade

Nos teus olhos vejo alegria
Da alvorada ao meio-dia
E, hoje, no seu aniversario
Não digo mais nada do que poderia;
Pensei em você três vezes no dia
E três vezes desejei alegria.
César Gomes

Resposta

W:    
           Tenho os sentidos já dormentes
           O corpo quer, a alma entende.

           Perdi a minha sela e a minha espada.
           Perdi o meu castelo e minha princesa.


            Eu quero a espada em minhas mãos.

C:
 
            Então da tua espada faz coração
            Afiada com dois gumes [tum-dum]
            Que a sela seja pulsação
            E cada cada batida um galope [to-toc]

            Ergue a bandeira na tua cabeça
            E faz do teu corpo, castelo seguro
            Faz do teu peito, concreto
            Fortaleza segura que guarda a verdadeira arma

            Tua arma, que é tua espada, que é teu cavalo, que é teu vigor.

sexta-feira, julho 10, 2009

Beewee

Sou eu sendo sem eu ser seu
Sem ser seu não sou eu sendo
Sendo só, só serei eu
Só serei eu e quem esta lendo.
César Mósquitto

Amanhecer

Começa tudo escuro
E de repente um raiosinho
A noite perde seu escudo
E se escuta o passarinho
César Mósquitto

quarta-feira, junho 10, 2009

Salvar a Terra: Conscientização ou medo?

Este trabalho tem como finalidade propor uma discussão sobre o suposto perigo de extinção e morte dos seres vivos do Planeta Terra e a relação disto com a cultura de “Salve o Planeta” vinculada nos meios de comunicação e ensinada nas escolas como parte integrada de uma participação cidadã. Pretende também expor teorias e pensamentos a propósito destes assuntos, como a Hipótese da Terra Rara e critica sociais feitas por George Carlin para com isso tentar entender e formular hipótese sobre a causa destes acontecimentos.

Iain Simpson Stewart é um geólogo escocês e professor de geociência da Universidade de Plymouth, na Inglaterra. É conhecido por aparecer freqüentemente em documentários sobre o assunto.
Em seu documentário Earth - The Power of the Planet Stewart comenta sobre a Hipótese da Terra Rara. Termo que tem origem no livro Rare Earth: Why Complex Life Is Uncommon in the Universe do geólogo e paleontologista Peter Ward, e do astrônomo e astrobiólogo Donald Brownlee.
A teoria consiste em expor as diversas circunstancias singulares necessárias para a existência de vida complexa. Stewart apresenta em seu documentário varias destas circunstâncias. De acordo com os dados extraídos do documentário, explorarei os principais aspectos da teoria.

Do ponto de partida da criação da Terra até os dias de hoje, com a aparição de vida complexa, existem 4,5 bilhões de anos de acontecimentos astronômicos, geológicos e biológicos. Podemos começar citando que a estrela do nosso sistema, o Sol, é do tipo mais adequado de estrelas que conhecemos. Ela queima e produz a energia necessária para o planeta Terra.
Aproximadamente a 4,5 bilhões de anos atrás existia um planeta na órbita da Terra, Thea.. Pelo fato de pertencerem à mesma órbita, em um determinado momento, elas se chocaram. Este choque provou uma cadeia de acontecimentos importantes. Com esta colisão a Terra aumentou substancialmente de tamanho, com isso potencializando a sua força gravitacional. Sem esta gravidade a atmosfera vazaria gradativamente para o espaço e se não fosse pela atmosfera não existiria vida na terra. A atmosfera é responsável por mante-la aquecida, conduzir o clima, oxigenação, e proteção contra objetos que por ventura entrem no seu campo gravitacional.
Além do aumento massivo, o choque também acrescentou maior energia para o núcleo. Por este núcleo ser constituído basicamente por metais o seu campo magnético foi potencializado e serve como escudo para a os ventos solares. Sem está proteção a radiação solar seria implacável para a existência de vida complexa.
Quando Thea entrou em contato com a Terra ela se desintegrou formando um cinturão de fragmentos. No decorrer do tempo, esses fragmentos foram se aglutinando e formaram um satélite natural, a Lua. Comparado com outros satélites a lua é substancialmente maior, dado a sua diferenciada criação. A Lua é de extrema importância pra vida complexa. Ela que dá estabilidade para o planeta, equilíbrio climático e a movimentação das marés.
Todos esses acontecimentos convergem para dar suporte à criação de vida complexa. Na falta de um destes fatores a probabilidade de existência da vida cairia drasticamente, além de varias outras características mostradas no documentário e muitas outras explicitadas no livro.
A par disto podemos perceber que as dinâmicas geológicas e astronômicas ocasionam mudanças globais de extrema potencia. E que a vida complexa não deriva de acontecimentos delicados.
Os geólogos dizem que a atuação do homem na terra é tão significativa quanto um acontecimento geológico, mas Stewart comenta que esta ação não levará o Planeta Terra para a morte, assim como nem um outro acontecimento a levou.



O comediante George Carlin em seu texto Save the Planet vai deixar um pouco de lado a questão geofísica para criticar diretamente o ativismo pró Salve o Planeta.
A critica começa com o comentário sobre a quantidade de pessoas que estão preocupadas com tudo. Preocupada com o ar, terra, água, com o solo, preocupados com os inseticidas, pesticidas e aditivos de comida, causas do câncer, preocupadas em salvar as espécies ameaçadas. De acordo com Carlin “Salvar espécies ameaçadas é só mais uma tentativa arrogante dos humanos de controlar a natureza.” Que teria sido a causa originaria de nossos problemas. Ele comenta que mais de 90% das espécies que já viveram no nosso planeta já não existe mais e não fomos nós os culpados, isso é uma situação natural. Ele ressalta o conceito arrogante que os seres humanos apresentam em se achar na posição de tutor da Terra e querer salvar as espécies ameaçadas de arvores, mamíferos, insetos, e a maior arrogância de todas, salvar o Planeta. Ele explica que na verdade estes ambientalistas ativistas não se preocupam diretamente com o planeta, mas sim em um lugar limpo para viver, um próprio habitat. Preocupados em algum dia no futuro se sentirem pessoalmente incomodados.
Carlin não acredita que esteja acontecendo algo errado com o planeta, o planeta está bem, as pessoas que não. O planeta está aqui a cerca de 4.5 bilhões de anos, os seres humanos a apenas 100, talvez 200, mil anos e o engajamento com indústrias pesadas só existe há 200 anos. Ele relembra que o planeta já passou por problemas maiores que nós como terremotos, vulcões, tectônica das placas, raios solares, tempestades magnéticas, inversão magnética dos pólos, centena de milhares de anos bombardeados por cometas, asteróides e meteoros¹ , enchentes globais, maremotos, incêndios globais, erosão, eras glaciais recorrentes. E com isso ele não acredita que o ser humano seja um problema efetivamente eficiente para dizima a vida na terra, mas é absolutamente capaz de dizimar a própria.

Parafraseando Iain Stewart percebemos que ele comunga da idéia de que não é o planeta que corre perigo de morte;



Essa capacidade de lidar com as catástrofes é verdadeiramente algo muito especial da terra. Nosso planeta é muito durão, e não há nada que sugira que isto irá mudar num futuro próximo. A longo prazo, a terra pode superar qualquer situação em que a coloquemos. Nós podemos extinguir todas as florestas, mas ela pode renascer depois de alguns poucos milhares de anos. Podemos queimar todo combustível fóssil, enchendo a atmosfera com dióxido de carbono, mas mesmo assim levaria um milhão de anos ou mais para a atmosfera se recuperar. Até mesmo os animais que estão sumindo eventualmente serão repostos por outros igualmente ricos em diversidade, já que o trabalho implacável da evolução continua. É apenas uma questão de tempo. A terra ficará muito bem.




Conclusão

De acordo com Daniel Quinn, em seu livro Ismael: Um Romance da Condição Humana, o homem criou uma cultura onde ele é colocado como raça e ser de primordial importância para a existência do planeta Terra. Existe uma crença geral e uma sensação de que a raça humana é superior em todos os aspectos globais. Essa cultura, segundo Quinn, começou a ser estabelecida quando o homem deixou de fazer parte da natureza e a tomou como perigosa inimiga de quem precisamos nos defender, domar e dominar.
Partindo deste pressuposto, entendemos que a relação homem-natureza não se da em um mesmo nível. As manifestações naturais são caracterizadas como a favor ou contra a humanidade, mas é aceito que essas manifestações são geradas para simplesmente interagir conosco. Tendo isto em mente podemos exemplificar este sentimento quando o homem entende que, pelo fato da terra ser fértil ela está sujeita a interferência direta e indiscriminada do ser humano. Ela passa, então, a ser considerada uma terra produtiva.
Elaborado este conceito podemos tentar entender e formular uma hipótese para acusar o fator que cria o sentimento de culpa que a humanidade está sentindo por conta das mudanças globais;
Pelo fato do homem acreditar que a natureza existe em função da sua própria existência, ao passo que essa existência [do homem] é ameaçada ele entende que esta natureza está correndo perigo e tenta salva-la. Na verdade é uma tentativa se salvar a si mesmo.

Por: GOMES, Cayo César dos Santos


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STWART, Iain Simpson. (Diretor, 2007). Earth: The Power of the Planet (Dvd-vídeo) Inglaterra: BBC

QUINN, Daniel. Ismael: Um Romance da Vida Humana. Trad. Thelma Médice Nóbrega. São Paulo : Petrópolis, 1988

quarta-feira, maio 20, 2009

Spin #2

-A vida já é amarga demais, tem que ter um pouco de poesia pra colorir.
-Não não! Você não entendeu! As cores da vida são a própria poesia e a ausência das cores, são as pausas que a gente faz pra respirar.

Spin & Cé

segunda-feira, março 30, 2009

Só pra lembrar

Teus olhos me confortam
E tua boca me seca os lábios

Abro mão do meu conforto
Pra me saciar da tua saliva
César Gomes

terça-feira, março 03, 2009

Doven tresemti tulo

Já fui parte sua.
Não conheço teu cheiro
E ainda sou parte sua.
Não conheço teu medo, tua graça
Sua extensão, sua criação, eu sou seu.
Ou tuas vontades e anseios
Tenho meus passos, mas meus pés são seus.

Não conheço teus sussurros nem teus gritos
Eu te amo superlativamente.

Teu jarro, tua planta, teu poema inacabado.
Teu cheiro! ... eu não conheço.
Sou teus olhos, tua boca a tua pele.
Tuas verdades e teus segredos
Sou teus carinhos, teus conselhos, tuas conversas
Tuas definições das coisas alheias
Sou teu amor


Nem tua raiva ou tua alegria
Eu te amo superlativamente.

Não conheço teus momentos felizes nem tristes
Sou a terça parte da tua grande obra
Não faço parte das tuas piadas, nem te faço rir
Teu soneto, tua sonata
Não sou teu amigo, nem sou teu namorado
Sou o primeiro movimento da sinfonia

Sou um mero conhecido
Sou teu


Conhecido? eu nem te conheço
E eu te amo superlativamente.

sou apenas um mero acaso.
César Gomes

sábado, janeiro 31, 2009

Para Mudar.

-As vezes a gente tem que abrir mão de alguma coisa menor, pra alcançar uma bem maior!
-É, a gente sabe de todas essas coisas. Quase sempre a gente sabe o certo ou oque se deve fazer, mas é difícil executar. A gente acaba levando a vida... Simplesmente vivendo.
-Não, não! Eu sempre paro pra pensar... (?) ...e fico parado.
Cayo & Milla

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Leite pra mim só destilado!
Cayo C.

domingo, dezembro 21, 2008

Cada onda era um caldo - Os teus cabelos eram mar.
César Gomes

segunda-feira, outubro 27, 2008

Milla

Musicista? Milla, você é musica
Da qual eu adoro escutar, cantar e ser acorde.
Cayo Cé.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Amor Cadente

Quero um amor cadente
Que seja lindo e queime rápido
Que aparece de repente
E que desaparece sem deixar rastro
Só uma boa memória do que passou
César Gomes

sábado, julho 12, 2008

Do ventre

Já fui parte sua.
E ainda sou parte sua.
Sua extensão, sua criação, eu sou seu.
Tenho meus passos, mas meus pés são seus.

Eu te amo superlativamente.

Teu jarro, tua planta, teu poema inacabado.
Sou teus olhos, tua boca a tua pele.
Sou teus carinhos, teus conselhos, tuas conversas
Sou teu amor

Eu te amo superlativamente.

Sou a terça parte da tua grande obra
Teu soneto, tua sonata
Sou o primeiro movimento da sinfonia
Sou teu

E eu te amo superlativamente.
César Gomes

quinta-feira, junho 05, 2008

Medida Certa

E eu tenho um amor
E não repito que amo mais do que deveria
Nem digo que amo menos do que poderia
Eu te amo na minha medida certa
César Gomes

Às pernas

Por onde andará teu pensamento?
Seria por entre teus antigos amores?
Entre as portas e gavetas bagunçadas
Na praia, pulando as ondas
Estaria perdido
Ou estaria ele na minha cama e longe de ti?

Onde estará você depois de pensamentos perdidos?
Queria te tocar os pensamentos
Queria me trocar os pensamentos
Queria te tocar
Queria-te

Queria-me queira-me
César Gomes

Poeira Cósmica

E da poeira, da terra e da água junta
O sopro divino foi dado
Aquele pó da terra e das estrelas de antes
Somos homens
fomos estrelas

Deus soprou vida em estrelas mortas
César Gomes

quinta-feira, março 13, 2008

Esperma

Eu nunca fui um espermatozóide no meio de outros tantos milhões correndo desesperado...

Eu era um óvulo. Único. Parado, já no ventre da minha mãe, até que me apareceram milhões de espermatozóides querendo me fecundar. Dentre tantos milhões, eu escolhi um. E com ele eu cresci e sou um Cayo agora, ainda único...

p.s. Bem que eu poderia ter escolhido outro... mas... c’est la vie

Cayo César

terça-feira, março 04, 2008

Sem titulo #2

Não sei onde perdeu a tua cara de criança
Sei só que foi onde eu me perdi
Teu cabelo se foi, tua pele se foi, tua inocência se foi
Mas ficaram-me as lembranças e teus claros olhos
Para que delas eu não me desfizesse, mas desfizesse a mim
César Gomes

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Sem titulo #1

Não conheço teu cheiro
Não conheço teu medo, tua graça
Ou tuas vontades e anseios
Não conheço teus sussurros nem teus gritos

Teu cheiro! ... eu não conheço.

Tuas verdades e teus segredos
Tuas definições das coisas alheias
Nem tua raiva ou tua alegria
Não conheço teus momentos felizes nem tristes

Não faço parte das tuas piadas, nem te faço rir
Não sou teu amigo, nem sou teu namorado

Sou um mero conhecido

Conhecido? eu nem te conheço
sou apenas um mero acaso.
~César Gomes

Lembrete Pessoal Nº 255414:

-Não se apaixonar por quem você não conhece.

Motivo: Você não se apaixona pela pessoa em si, mas sim por uma idealização que você fez. Você pega poucas informações sobre ela, e o que falta você preenche com sua criatividade. Da uma de Quaderna quando ele conta uma historia "Quando a memoria falha, a imaginação preenche". Isso não funciona com o "amor" Cayo... Não quando se trata de você.

Então trate de esquecer logo.
Se um dia, no futuro, a outra parte quiser conhecer e deixar ser conhecida... ai talvez você possa tentar abrir o coração novamente, mas não seja leviano com você mesmo (no amor), porque os outros vão acabar sendo com você.

Fique bem,
seu eterno Você-Mesmo; César.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Fotolog; Só para me lembrar.

29/01/08

Mas vou concertar...

Saber que minha presença decepciona e faz arrepender não me faz bem.

Mas também to arrependido.
Arrependido de ter tentando uma coisa que já sabia que não ia funcionar.
Arrependido de ter deixado uma coisa correr mais rápido que o necessário.
Arrependido de não ter deixado outras coisas correrem...

Parecia que eu tinha tantas coisas, mas me tiraram o pouco que eu realmente tinha... e duas vezes seguidas.

Isso não é coisa que se escreva em fotolog’s. Nem as próprias pessoas envolvidas entenderiam completamente.

Mas meio que escrevo pra mim mesmo e mesmo quando escrevemos para nós mesmos, queremos que outras pessoas leiam, mesmo que não entendam.

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30/01/08

O concerto começou!

Obrigado por todos os que me ajudaram!
Vc's são otimos ;****

Agora é vê se dessa vez vou pelo caminho certo. =]

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31/01/08

A musica começa bem baixinha...

É... eu to de olho em você... fazz tempo.

Sai mim... ne tu de não Milla!

Em fim... Shopëm mais basico e divertido que hj é dificil (não... não é dificil ne iza? HAHAHA)
Iza agora deu pra lêr meus pensamentos... e ela jura que acerta (ta... ela acerta sim...)

Bem... faixa de pedreste ou não.... é isso ai!

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07/02/08

A Fermata é sua.

Talvez você nem leia, talvez você leia e não entenda... talvez você nem leia, nem ligue, nem nada... talvez você leia e nem ache que é com você. Mas mesmo assim eu escrevo... como sempre fiz. Em fim:

O concertou parou. E quando tem “fermata” em cima da “pausa” a orquestra só volta a tocar quando o maestro quiser. E eu passei a batuta pra você. Vou sentar e esperar... se a musica não tocar, eu me levando e vou embora, mas antes disso acontecer eu vou estar sentado aqui a sua esquerda, com o violino debaixo do braço... só esperando seu sinal.

Pausa silêncio que pode durar mais ou menos tempo

Fermata é um sinal colocado acima ou abaixo de uma nota ou pausa, que prolonga a duração dos mesmos por mais tempo que o valor estabelecido.

Batuta é um bastão delgado, em geral de madeira leve, com que os regentes dirigem as orquestras.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Vou concertar a situação
Vou apagar a dor
Vou consertar meu coração.




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To ate fazendo rima?! As coisas estão melhorando eim?
Ate quando? Ate quando? Como seria bom se esse fosse meu ultimo post.
Um tom mal tocado...
Um mar mal nadado...
Quando me senti seguro
Tiraram o chão dos meus pés

Perdi o tom da minha musica
E levei um caldo do mar

César gomes

segunda-feira, novembro 26, 2007

Quando você da um passo, todo o universo se move.
C.C.

quarta-feira, outubro 31, 2007

Sou outros

Abraço-me, a mim mesmo, com braços outros
Beijam-te com lábios não meus
Vivo a tua vida e a minha não me vive
Mas tenho desejos vivos, á flor da tua pele
Que há tempos não cheiro

É o rumo, o desalento, a pegada sob a onda
E cruzo caminhos não meus, estradas não tuas
E as caricias, não suas, que me fazem
É como o frio na barriga que da nos outro, nem sinto

Só e sem desfecho, como isso...
~César Gomes

quarta-feira, setembro 19, 2007

Amor a 100km/h

-Carro importado é só um facilitador...

-Facilita dor do parto né?

quinta-feira, julho 26, 2007

Para Albert Einstein:

Então eu te pergunto, King ou Hawking?




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Espero que responda.

sábado, junho 23, 2007

"Filantropia é nome de doença"
~Kampf Rugdz

sábado, junho 16, 2007


“Sou rei? Fui rei? Sou rei de circo. A coroa é papelão e o dourado é vão e falso. Sou rei descalço. E tudo acontece dentro do meu sangue e da minha memória, onde havia um estrado e uma cortina que, no momento em que se fechasse definitivamente, acabaria o espetáculo: aquele sonho glorioso e grotesco, cheio de rosnados e clarins, de farrapos e mantos de ouro, sujo e embandeirado."

~A Pedra do Reino

sexta-feira, junho 08, 2007

"Toda brisa tem seu dia de ventania"
~Velhinha da novela

terça-feira, junho 05, 2007

Seu Corpo

Eu gosto do seu corpo,
Eu gosto do que ele faz,
Eu gosto de como ele faz,
Eu gosto de sentir as formas do seu corpo, dos seus ossos.
E de sentir o tremor firme e doce de quando te beijo,
E volto a beijar,
E volto a beijar,
E volto a beijar.

E. E. Cummings

terça-feira, maio 15, 2007

Que besteira...

Eu venho de longe
De onde o vento nem faz a curva
de tanto que já rodou

Queria têr as asas da tanajura
As lanternas do vagalume
Pá vuá até onde tu tá

Na catingueira ou na arvore
de concreto onde tu mora
No céu cheio de estrela ou com uma estrela só

É sem rima que eu faço esse poema, é sem metrica, sem estilo e sem esperança
Esse amor-suspiro na mão de criança

Queria uma noite, um punhado de estrelas
Você... Mas ficou mais distante
Bem lonje, mal posso vêr

Tu tá tão longe que o vento nem passa mais pelos teus cabelos longos
Ele cansou de correr entre teus fios... frios fios...

César Gomes

sexta-feira, abril 20, 2007

Gasparetto

As verdadeiras obras postomas são as que Zibia Gasparetto escreve.
Cesar Gomes

segunda-feira, abril 16, 2007

A ida

Terei de partir-me, agora
Mas deixo um pedaço ai contigo
César Gomes

quarta-feira, abril 11, 2007

Conqüoliqüancia

A vida toda de uma borboleta não é toda a vida do ser que ela é, ou já foi.

César Gomes

terça-feira, março 20, 2007

H Linha


gulha e linha
gulhinha

gua e linha
Galinha
~Czar Tzara