Com ela pintei um poema.
E guardei pra mim.
Essa capacidade de lidar com as catástrofes é verdadeiramente algo muito especial da terra. Nosso planeta é muito durão, e não há nada que sugira que isto irá mudar num futuro próximo. A longo prazo, a terra pode superar qualquer situação em que a coloquemos. Nós podemos extinguir todas as florestas, mas ela pode renascer depois de alguns poucos milhares de anos. Podemos queimar todo combustível fóssil, enchendo a atmosfera com dióxido de carbono, mas mesmo assim levaria um milhão de anos ou mais para a atmosfera se recuperar. Até mesmo os animais que estão sumindo eventualmente serão repostos por outros igualmente ricos em diversidade, já que o trabalho implacável da evolução continua. É apenas uma questão de tempo. A terra ficará muito bem.
Eu nunca fui um espermatozóide no meio de outros tantos milhões correndo desesperado...
Eu era um óvulo. Único. Parado, já no ventre da minha mãe, até que me apareceram milhões de espermatozóides querendo me fecundar. Dentre tantos milhões, eu escolhi um. E com ele eu cresci e sou um Cayo agora, ainda único...
p.s. Bem que eu poderia ter escolhido outro... mas... c’est la vie
Cayo César
29/01/08
Saber que minha presença decepciona e faz arrepender não me faz bem.
Mas também to arrependido.
Arrependido de ter tentando uma coisa que já sabia que não ia funcionar.
Arrependido de ter deixado uma coisa correr mais rápido que o necessário.
Arrependido de não ter deixado outras coisas correrem...
Parecia que eu tinha tantas coisas, mas me tiraram o pouco que eu realmente tinha... e duas vezes seguidas.
Isso não é coisa que se escreva em fotolog’s. Nem as próprias pessoas envolvidas entenderiam completamente.
Mas meio que escrevo pra mim mesmo e mesmo quando escrevemos para nós mesmos, queremos que outras pessoas leiam, mesmo que não entendam.
__________
30/01/08
O concerto começou!Obrigado por todos os que me ajudaram!
Vc's são otimos ;****
Agora é vê se dessa vez vou pelo caminho certo. =]
__________
31/01/08
É... eu to de olho em você... fazz tempo.
Sai mim... ne tu de não Milla!
Em fim... Shopëm mais basico e divertido que hj é dificil (não... não é dificil ne iza? HAHAHA)
Iza agora deu pra lêr meus pensamentos... e ela jura que acerta (ta... ela acerta sim...)
Bem... faixa de pedreste ou não.... é isso ai!
__________
07/02/08
Talvez você nem leia, talvez você leia e não entenda... talvez você nem leia, nem ligue, nem nada... talvez você leia e nem ache que é com você. Mas mesmo assim eu escrevo... como sempre fiz. Em fim:
O concertou parou. E quando tem “fermata” em cima da “pausa” a orquestra só volta a tocar quando o maestro quiser. E eu passei a batuta pra você. Vou sentar e esperar... se a musica não tocar, eu me levando e vou embora, mas antes disso acontecer eu vou estar sentado aqui a sua esquerda, com o violino debaixo do braço... só esperando seu sinal.
Pausa silêncio que pode durar mais ou menos tempo
Fermata é um sinal colocado acima ou abaixo de uma nota ou pausa, que prolonga a duração dos mesmos por mais tempo que o valor estabelecido.
Batuta é um bastão delgado, em geral de madeira leve, com que os regentes dirigem as orquestras.

Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a tradição nos traduz outra alegria
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou
tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua certeza e na contradição
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua palavra, no teu palavrão
Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a situação não traduz nossa alegria
Não ter festa dá a impressão de que o mundo ficou
sério
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu universo o sol é solidão
e não tem cura... acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu único verso o sol é solidão
Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação
tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha...
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
"Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"
"Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do
meu mar...
mar marvado seria o rio
que correndo do meu riacho... levaria o que acho
pra onde ninguém pode achar..."
E me vejo novamente nesse teatro mágico, onde o protagonista senta na platéia.
Este circo sem futuro...
Essas palavras que escrevo, às vezes sem sentido ate pra mim, pra vê se derramo um pouco dessa angustia desse coração vermeio e cheio de sangue vervendo.
Quanto mais podo mais cresce...
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
"Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"
"Você é riacho e acho que teu rio corre pra longe do
meu mar...
mar marvado seria o rio
que correndo do meu riacho... levaria o que acho
pra onde ninguém pode achar..."
E me vejo novamente nesse teatro mágico, onde o protagonista senta na platéia.
Este circo sem futuro...
Essas palavras que escrevo, às vezes sem sentido ate pra mim, pra vê se derramo um pouco dessa angustia desse coração vermeio e cheio de sangue vervendo.
Quanto mais podo mais cresce...
Faça uma lista de grandes amigos.
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha.
Quantos você já desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre,
quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece;
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava?
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava,
Hoje acredita que amam você?
Gregor Samsa visitou-me ontem à noite. No seu modo discreto de ser, pousou calmo na batata da minha perna. Assustado, bati o pé e o vi correndo a se esconder debaixo do móvel onde meu computador normalmente fica. Para quem bem me conhece nunca me dei bem com o Sr. Samsa. Fui direto buscar, sandália, veneno e reforços. Enquanto a cavalaria afastava os moveis do meu quarto, atrás do intruso, eu ficava no corredor. Não com medo, lógico que não, mas se por acaso Gregor tivesse a idéia de driblar a minha avó e passar pela fresta da porta? Iria ter alguém para avisar. Pois bem... Ele se escondeu muito bem escondido. Passei a noite meio acordado, meio dormindo, não com medo, lógico que não, mas se por ventura Gregor reaparecesse não precisaria me acordar. Sabemos, todos, que acordar alguém só pra conversar é uma tremenda falta de educação, não queria que ele passasse por saia justa desta.
No dia seguinte avistei a sombra de Gregor a rodear as paredes de me quarto. Sorte que ele não pousou em mim... Sorte dele é claro. Ele pousou bem na porta esperando cumprimento, mas recebeu uma sandáliada, que por desventura errei... Corri pra sala, não com medo, lógico que não, mas só pra não dar tempo de Samsa não se esconder tão bem quanto antes. E eu não lembrava como ele era grande, nossa... Pegou praticamente um terço da porta quando pousou nela. “Cadê cayo? Tem certeza que ele entrou?” “LOGICO! Eu não estou ficando louco e ele é MUITO grande” Foi quando eu o avistei na parte detrasi da porta... “ALI” Mostrei. Não fui matar ele, não porque tinha medo, lógico que não, mas sim porque minha avó empunha uma sandália muito melhor que eu. E então ele caiu estatelado de pernas pra cima. “Isso é a barata muito grande que tava no teu quarto?” “Eu JURO que ela tava bem maior a 3min atrás!!!”

Vai beijar outra flores...
Não és meu, mas volta
de vez em quando
pra bebericar de mim.
Beija-flor me olhando de longe.
Não vem muito perto de mim
Tu ficarás preso novamente
Eu, pra tu não se ferir,
Me mutilei e te tirei de dentro de mim,
mas fica, como tu sempre fazes,
vindo me vêr e bebericar um pouco de mim.
-César Gomes
Foto: Hitoshi Nishimura